quinta-feira, 18 de abril de 2013

Pais Separados, Filhos Rasgados ao Meio



Nesta semana, recebi em minha sala, em virtude de meu trabalho, um casal em pé de guerra. Para que fosse preservada a integridade física dos presentes, inclusive a minha, foram recebidos um de cada vez, e em dias diferentes, a fim de que não se cruzassem no corredor e protagonizassem espetáculo ao qual eu não tinha o menor interesse em assistir.

As motivações não mudavam muito. Apresentavam apenas uma versão menos glamorosa de Sr. e Sra. Smith, no qual marido e mulher estavam firmemente decididos a matar um ao outro. E tinham a arma perfeita para fazê-lo: os filhos.

Ao contrário do que muitos pensam, em se tratando de separação, os filhos não são o alvo e sim a arma utilizada para ferir o outro. No caso em questão, a mulher ficou com a guarda das duas crianças, até o marido ter uma idéia: denunciá-la por agressão física e maus tratos a sua filha adolescente. Claro que ela revidou: colocou nele uma “Maria da Penha”, alegando que ele tentava invadir a casa armado com uma faca. Até onde vai a verdade? Só as mentes insanas deles sabem!

De repente, o que deveria ter sido uma simples separação de corpos e de vidas, tornou-se um caso de polícia, virou batalha judicial com direito a barraco na porta da delegacia e envolvimento de meio mundo, na condição de testemunha, nas audiências do judiciário.

Mas voltemos a falar da arma do crime: uma adolescente de 14 anos. O pai disse, um belo dia: “Se sua mãe fizer qualquer coisa que te desagrade, me avisa que chamo a polícia!” Pronto, um tiro no coração da genitora. Mas mulher barraqueira tem sete vidas, e faz fiasco em todas, por isso devolveu com um tiro bem no meio da testa do ex companheiro: “Ah é, então você fica do lado do seu pai? Pois bem que eu devia ter feito o aborto que ele sugeriu quando engravidei de você!”

A mãe, para afirmar a independência que faz questão de ter, mostrando que não precisa do pai para nada, que pode tranquilamente ser pai e mãe no lar sem prejuízo algum, exagera, extrapola nas regras – afinal, tem que mandar por dois! Já o pai, mais interessado em desmandar o que a mãe mandou do que na boa orientação daquele ser em processo de formação, diverte-se em dar total liberdade a adolescente, desfazendo as regras impostas pela megera.

Acrescenta, confiante: “Veja como o papai é legal, te dá roupas caras, te cerca da última tecnologia, te leva, ou melhor, te exporta para shows maneros com quem você quiser escolher como companhia, pagando todas as contas da princesinha, pois é isso o que um bom pai faz! Enquanto que sua mãe perversa chega ao ápice da maldade, ordenando que você coloque as próprias roupas na máquina de lavar, que absurdo!”

A esta altura, a pólvora descobre sua utilidade: explodir! E explode. Algumas crianças desenvolvem personalidade manipuladora, pois descobrem que podem jogar o jogo dos pais, e pular para o lado mais conveniente quando em apuros. Por que seguir regras, se haverá um a acobertar e passar a mão na cabeça, no caso de algo dar errado? Além disso, para que esforço se as coisas são obtidas facilmente mediante dissimulação?

Aos 14 anos, justamente quando mais precisava de apoio e orientação, vi uma adolescente perdida no meio de fogo cruzado. Não tem noção de limites, não chegou a conhecê-los, pois todos os que a mãe impôs, o pai revogou. Também não tem noção de afeto, pois os pais nunca tiveram tempo para isso: estavam mais ocupados em ferir e atingir um ao outro.

Pergunto-me: até quando esses irresponsáveis usarão os próprios filhos como arma e escudo em seus relacionamentos? São covardes demais para encararem um ao outro face a face, preferem esconder-se atrás de suas crianças, disfarçando o egoísmo com preocupação.

Pois o principal argumento para os divórcios tem sido: foi para o bem deles, para não assistirem as brigas do papai e da mamãe. Não seria mais prático parar de brigar, então? Mas ninguém quer parar, não se cogita a possibilidade de ceder um milímetro. Melhor rasgar a criança ao meio, obrigando-a diariamente a declarar de quem gosta mais e com quem quer morar, numa prática criminosa chamada de alienação parental.

Poucos casais são sensatos o suficiente para entenderem que o fim de uma relação não muda a condição eterna de pai e mãe daquele filho. A criança não é filha só da mãe, nem só do pai: merece ser educada, orientada e amada pelos dois! E isso somente acontecerá se uma relação de respeito for estabelecida entre o casal.

Eu disse “respeito”?! Foi mal, não pretendia ter sido rebuscada... Pois, ao que me consta, essa palavra jaz em algum dicionário, sem qualquer utilização prática em nossos dias. Motivo pelo qual são tantos os órfãos de pais vivos, neste mundo de insensatez!

Suzy Rhoden

34 comentários:

  1. Muito bem falado aqui sobre esse tema que tanto prejudica crianças e filhos em geral.

    É assim mesmo que, infelizmente vemos.

    Os pais USAM e ABUSAM dos filhos pra atingir o outro.

    Esquecem que a relação deles é para sempre, ainda que o casal separe. Uma pena, traz trágicas consequências! beijos,lindo dia! chica

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    1. Isso mesmo, Chica! O casal, magoado, vê apenas o momento, não percebe as consequências futuras de uma separação conturbada. Separam para não brigar, mas continuam brigando e afetando os filhos... Triste isso!

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  2. Limerique

    Quando a separação entra na dança
    A primeira vítima é a confiança
    Volatiza o respeito
    Cada um quer do seu jeito
    Nesse fogo cruzado está a criança.

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    1. Jair, seus limeriques são incríveis, é realmente um prazer tê-los em meu blog! Obrigada!

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  3. Limerique

    O filho é meu, alimentei-o no seio!
    Se juiz Salomão fosse diria a que veio:
    Quer o seu filho o pai
    A mãe, sem ele não sai
    Então, senhores, cortemo-lo no meio!

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    1. Jair, acho fantástica essa passagem das escrituras e, mesmo sem tê-la mencionado, ela fez parte de minha inspiração ao escrever este artigo. Fico muito feliz que você tenha captado o sentido exato de minhas palavras e contribuído com esse limerique tão apropriado! Muito obrigada!

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  4. Suzy:

    Poucos casais, na separação e no desmantelamento da família, têm equilíbrio para resolver as coisas amigavelmente e pensar no bem estar dos filhos. O importante é declarar a guerra e medir forças. Ainda mais com as tias, avós e pais tagarelando e agindo como juízes absolutos da verdade.
    Homens e mulheres, portanto, cada um carregando sua fatia de culpa, cooperaram para que o fim da história, que pretendiam fosse um conto de fadas, se torne um inferno.
    Porém, o que nos deixa mais estarrecidos, é a conduta dos pais perante os filhos; uma conduta criminosa, uma vez que os filhos precisam ter a referência masculina e feminina para uma formação saudável, mesmo com pais separados. Mas nisso pouco se pensa; e é aí que o judiciário entra em ação para botar ordem no pedaço, o que é lamentável para a formação das crianças.
    Como você disse: um puxa pra cá, o outro leva pra la. E a tática é só uma: atingir, depenar o outro custe o que custar. Começando pelos filhos e terminando na disputa de bens que muitas vezes serve para o ferro velho. Mas o principal meio é 'atingir, incomodar o máximo, fazer barraco pelos sonhos que não vingaram'.
    Beleza de crônica, Suzy. É bem assim: sem pôr nem tirar.
    Vou parar, isso dá pano pra manga, ótimo para umas 1000 linhas!
    Beijos mil!!

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    1. Tais, também estás treinando para a maratona minha e de Sueli, é? rsrs
      Adoro seus comentários, são de uma lucidez que me encanta! Você falou na conduta criminosa, é isso que me incomoda: entende-se o momento emocionalmente conturbado, afinal não acredito em uma separação sem dor, especialmente quando existem frutos do relacionamento. Mas sofrimento e crime são coisas diferentes! Que vá cada um sentir sua dor sem usar os filhos como arma. Mas não é assim, há pouca sensatez e muito orgulho ferido, muito ressentimento.
      Assim como você, também fico estarrecida! Discutir o assunto talvez ajude em alguma coisa, sirva pelo menos de alerta...

      Beijo grande, grata pela companhia!

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    2. rsrs, são assuntos que a gente tem vontade de desenvolver! Mas tento colocar um freio, fazer um comentário tamanho 'P' e não consigo! Quando vejo sai tamanho 'G'. Mas chego lá! rsrs.

      bj.

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  5. Oi Suzy :)
    Toda separação deixa rusgas que precisam ser tratadas;
    é uma condição tão delicada...
    Mas com respeito,equilíbrio e maturidade,é possível enfrentar a situação,sem que haja o risco dos filhos serem usados como armas de chantagem...(porém na maioria das vezes não é isso que ocorre :(
    De qualquer maneira fica uma dor emocional nos filhos,que demora passar,e é difícil lidar com ela...
    Parabéns por mais uma crônica brilhante.
    Bjs!

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    1. Clau, querida!

      E como é delicada a separação! São dores profundas, feridas abertas, pessoas perdidas bem no meio de um turbilhão. Difícil tomar a decisão acertada em momentos assim, um eventual deslize nas palavras ou nas ações, de pelo menos uma das partes, é praticamente inevitável.
      Mas manter a guerra é egoísmo, em minha opinião! Que lucro há na vingança, que vitória em atingir o pai ou a mãe daqueles a quem mais deveríamos amar no mundo?! Como pensar em atingir o ex sem ferir do mesmo modo seu rebento?! Pais separados que falam mal um do outro, ou seja, que alienam, estão destruindo a referência de suas crianças e sofrerão as trágicas consequências de sua atitude. O problema é que quem paga pelo erro dos adultos, maioria das vezes são crianças pequenas que nem entendem o que fazem no meio do tiroteio...

      Obrigada pela presença e pelo comentário, meu carinho por ti!

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  6. muito bom Suzy como sempre vc sabe colocar muito bem as palavras e nos fazer ponderar...as vezes não precisa de um espetáculo assim mas devemos observar como agimos em nossos lares...as vezes fazemos isso não com tanta "força" saudades de ti mulher sábia! queria ter vc perto de mim! bjs Milene

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  7. Mi, não me faça viver um momento nostalgia agora! rsrsrs
    Pois também queria estar mais perto de ti e de muitos, muitos amigos queridos de Santa Maria. Quando volto no tempo, descubro que só fui feliz naquela cidade! Mas o mundo gira e a gente tem que dançar conforme a música... e aprender a ser igualmente feliz onde está!

    Sobre suas palavras, perfeitas! Também pensei nisso enquanto escrevia, que esse tipo de situação não se vive apenas em uma separação. Por vezes, dentro do lar, as palavras saem com força e ferem, e fazemos isso alheios aos pequenos a nossa volta. Deveríamos ser mais cautelosos, sempre, respeitando os espíritos puros que temos a nossa volta e que temos o privilégio de chamar de filhos.

    Ameeei seu comentário, você é que é sábia! Beijão.

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  8. Mal dos filhos quando os pais não sabem evitar as agressividades em frente ao filhos.

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    1. Sim, são eles que sofrem! Uma pena!

      Obrigada por vir :)

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  9. Suzy,
    A separação deveria ficar a altura do amor vivido, somente assim os filhos seriam preservados e poderiam compreender melhor que nasceram de uma relação onde a base sempre foi o amor, eu acho.
    Beijos
    Denise

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    1. Também acho, Denise! A separação não precisa ser o fim do respeito, afinal a vida a dois não deu certo, mas a paternidade/maternidade continua! Se todos entendessem dessa maneira... Um grande abraço!

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  10. Olá Suzy! Já vi um pouco disso. Graças a Deus, não vivi.
    Os filhos são espelhos dos pais. Infelizmente toda essa guerra reflete na formação do adulto do amanhã. Embora existam casos isolados em que a criança cresce, surpreendentemente, o contrário daquilo que "recebeu", sabemos que eles aprendem muito e absorvem muito para si. O tal do planejamento familiar, tão ignorado nesses casos, não passa de uma ferramenta usada em pról da família, do respeito, da humanidade. Segue-se o ciclo do casamento, nascem os filhos, mas os pais sequer sabem lidar um com o outro. Esse tipo de conflito é um crime contra a formação de personalidade dos filhos.
    Os filhos deveriam ser o motivo de combater conflitos e não a arma usada nesses casos. Lamentável que assim seja.

    Abraço.

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    1. Sua visão é muito clara e precisa a respeito desse assunto, Luís Fellipe!
      Gostei especialmente de sua conclusão, mencionando que os filhos deveriam ser o motivo de combater conflitos. Tão simples se os pais fossem menos egoístas e pensassem um pouco menos em si e mais nos sentimentos daquele filho que sequer pediu para nascer, ao invés de feri-lo tentando atingir o ex!
      Senti maturidade em ti, inclusive para abordar assuntos que nunca viveu. Obrigada por vir!
      Abraço.

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  11. Suzy, fiquei pensando nas quantas histórias você vivencia no seu trabalho, uma realidade nem sempre agradável como essa relatada no texto, porém com muitos dados para que saibamos como é o mundo lá fora. Infelizmente os filhos sempre sofrem as consequências da imaturidade dos pais e levam esses traumas vida afora.

    Beijos

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    1. Néia, meu trabalho é cheio de histórias! Gostaria de poder contá-las todas aqui, mas muitas coisas que vivencio requerem sigilo. Afirmo, porém, que nem tudo são dissabores, nesta semana inclusive vivi alegrias imensuráveis! São histórias com final feliz, sabe, mas que não convém serem compartilhadas neste momento... quem sabe um dia! rsrsrs

      Grata pela opinião, beijooo!

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  12. Respeito
    Planejamento
    Compromisso
    Senso de coletividade
    De unidade
    O valor, o conceito, a prática de se constituir e ser família
    Bom se pudéssemos diluir na água e regar sobre o mundo, como a uma planta sedenta, que ergue-se como um milagre

    Já que não podemos regar assim como a uma planta, ter pessoas como vc em consultórios, na porta ao lado, no blog ao lado, direciona, semeia esperança, fazem tudo parecer mais possível

    Sem nenhum apelo religioso, apenas como reflexão, poesia e para mim oração, lembrei de uma canção que sempre cantarolo, ouço, solto no ar, envio aos céus, como mantra, como pó de pirlimpimplim, além dos conselhos, exemplos e pouco que pode ser muito que pratico

    "Que nenhuma família comece em qualquer de repente
    Que nenhuma família termine por falta de amor
    Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
    E que nada no mundo separe um casal sonhador!

    Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
    Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
    Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
    Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois!

    Que a família comece e termine sabendo onde vai
    E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
    Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
    E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

    Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
    Abençoa, Senhor, a minha também"

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    1. Também gosto dessa canção, Tina! Ela tem uma mensagem muito bonita...

      Embora eu siga, sim, uma religião, não me utilizo dela para dizer o que os outros devem ou não devem fazer. Acho que isso não funciona. Para mim, minha religião é uma bússola, apresenta princípios claros de um viver mais digno e mais pleno, e eu realmente adoraria que todos compartilhassem desses mesmos pensamentos. Mas somos seres distintos e temos a liberdade de escolha, inclusive para fé e religião. Felizmente, temos também a liberdade de expressão, e assim posso escrever o que vejo, penso e sinto. Fico feliz demais que você entenda isso e não receba minhas palavras como "pitacos" e nem como "conselhos não pedidos", mas como uma proposta de reflexão válida para todos nós.

      Um grande abraço, eu adoro você aqui!!!

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    2. E eu adoro vir aqui e te ter lá tb (olha a indireta...rsrs).
      Beijos e desejo de uma boa semana pra vc.
      25 horas por dia não seria nada mal né?
      :)

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  13. A alienação parental é crime, mas infelizmente vê-se mais do que gostaríamos, até na novela a denúncia está prsente, mas acho que nem Jorge salva nossas crianças vítimas do sofrimento de seus perdidos pais...e a vida revela que nem só as crianças são armas de guerra, muitos adolescentes funcionam como pombos correio, envolvidos num conflito pelo qual não respondem. É lamentável, triste e sofrido para todos os envolvidos... aliás, toda separação envolve, el algum amedida, a dor, e só quem passou por isso avalia, a pena é que a maioria não sabe que tem recursos internos pra lançar mão e atravessar a tempestade... estar encharcado de dor não justifica os comportamneto tão bem expostos por vc, é claro, mas é uma ressalva que faço pq assisto na vida, no trabalho e na pele a devastaçào que o término de um casamneto pode provocar.

    Que os adultos possam conviver com suas dores de um jeito mais suportável, e que os filhos vivam o bastante para o tempo apagar as marcas em seus corações. Amém!

    Boa semana, Suzy, com bastante energia e alegria de viver!!

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  14. Denise,

    Estou impressionada com a maturidade de seu comentário, especialmente quando você diz que "a maioria não sabe que tem recursos internos pra lançar mão e atravessar a tempestade". Muito sábia você! Pois acho que é isso o que acontece na maioria dos casos, a dor é tamanha que as pessoas se perdem, enxergam com visão embaçada. E acabam machucando aqueles que jamais desejariam ferir, ou seja, os próprios filhos!

    Que tenhamos forças para suportar essas tempestades, quando elas desabarem sobre nós. E que sejamos humildes para aprender com as experiências dos outros, ao invés de cairmos justamente nos mesmos erros que neles apontamos.

    Um grande beijo, querida, e uma semana linda pra você!

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  15. Suzy!

    A alienação parental vem sendo muito debatida na mídia e nos sites de relacionamento por estar sendo abordada pela Glória Perez na novela global. Uma pena que precise de uma novela para trazer à tona assunto de tamanha relevância. Por isso mesmo, te mando aplausos por abordar esse assunto! Vc fala com conhecimento de causa, o que valida bem mais do que as opiniões num site que é também usado para toda baixaria que envolve uma separação litigiosa...

    Acompanhei de perto um litígio desses onde uma criança estava envolvida. Foi exposta, um joguete nas mãos do ex-casal. Uma arma poderosíssima usada pela mãe para atingir o agora inimigo. Mas o pai não vira inimigo do filho da noite para o dia... Muito triste.

    Perfeita sua crônica! Deveria rodar pela internet como um alerta!

    Bjobjo! (tô de poucas palavras hoje, tô dodói... mas quando eu ficar boa... rs)

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  16. Sueli, quando você ficar boa, pode voltar aqui neste texto e concluir seu comentário, ok! rsrsrs

    Embora tenha conhecimento do tema alienação parental presente na novela de Glória Perez, não fiz qualquer menção por desconhecer o teor da abordagem da autora, já que não acompanho a novela, não vi sequer um capítulo e não sei quais os atores envolvidos na polêmica. Meu ponto de partida foi, de fato, meu dia-a-dia de trabalho, onde vejo o extremo ao qual uma separação litigiosa pode chegar, se o ex casal não for capaz de colocar a necessidade dos filhos acima de suas dores e sede de vingança.

    Grata pela presença, pelos acréscimos muito úteis! Beijão.

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  17. Olá Suzy,

    Perfeito o título da crônica e também a imagem.
    A alienação parental está sendo mostrada na novela 'Salve Jorge', de Glória Perez. Esta autora costume trazer temas importantes para suas novelas. Nesta, por exemplo, ela mostra também o tráfico de mulheres e crianças.(A novela em si não está agradando-rsrs).
    Acho um abuso a ocorrência da alienação parental, pois seu processo gera grande sentimento de desamparo e consequências nefastas para os filhos.
    Quando um dos cônjuges não consegue elaborar o luto da separação e do sentimento de rejeição ou de traição acaba tornando os filhos reféns de conflitos que não lhes pertencem. Assim, o desejo de vingança é desencadeado, utilizando-se os filhos como arma para afetar o parceiro, de uma maneira egoísta, orgulhosa e rancorosa. O rancor é tanto que os pais não conseguem pensar no bem estar dos filhos ou no mal que estão lhes proporcionando. As crianças ficam marcadas e podem se tornar adultos desajustados. É incrível como o amor pelos filhos não consegue falar mais alto. É desumano 'dividir' uma criança ao meio, pois o fim da união não terá o dom de caracterizar o fim do laço paterno ou materno. A criança precisa de referencial e necessita do amor de ambos.
    Criança e adolescentes não podem estar submetidos a regras diferenciadas de educação, nem a chantagens e tampouco merecem estar em meio a um tiroteio entre as pessoas que mais ama.
    Certo é que tais conflitos acabam retirando a alegria da infância e a liberdade e sonhos da adolescência.

    Excelente a crônica e até me deu a ideia de fazer uma postagem sobre "Pedidos dos filhos de pais separados".

    Obrigada pelo seu carinho.

    Beijosssssssssss.

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    1. Mais nada a acrescentar, Vera Lúcia, você disse tudo que penso!

      E vou querer notícias da postagem sobre "Pedidos dos filhos de pais separados", imagino que muita coisa interessante será compartilhada nesse post... Beijos, querida!

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  18. Ops.!
    Corrigindo: Crianças e adolescentes não podem estar submetidos a regras diferenciadas de educação, nem a chantagens e tampouco merecem estar em meio a um tiroteio entre as pessoas que mais amam.

    Beijo.

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  19. Oi Susy,
    Perfeita sua crônica, e a sua frase "órfãos de pais vivos" veio elucidar mais ainda a condição dos filhos que se encontram no centro desse bombardeio de pais insensatos e egoístas.
    Eu me tornei ´verdadeiramente órfã aos quinze anos, e minha mãe fez os dois papéis com muito amor, preservando a memória e os ensinamentos de meu pai.
    Um grande abraço.

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    1. Oi Lourdinha!

      Uma bênção para você ter tido uma boa irmã, que não apenas educou e amou, mas preservou a memória e os ensinamentos de seu pai! Isso é lindo, e mostra realmente que nem mesmo a morte - essa passagem - separa famílias nas quais os membros se interessam uns pelos outros.

      Obrigada por vir, um beijão pra você!

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